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5 ácidos para tratamento da pele no inverno

As substâncias promovem rejuvenescimento, tratam problemas como espinhas e protegem a pele da ação dos radicais livres e dos raios-ultravioleta e têm melhor resultado para a pele no inverno




Os ácidos despontam, no mercado de dermocosméticos, como um dos ativos mais efetivos em tratamentos estéticos. Por esse motivo, fazem parte da prescrição de quase a todos os dermatologistas em fórmulas antiacne, antimanchas e antiaging."Muitas fórmulas com ácidos podem ter seus efeitos potencializados com outros ativos, como peptídeos, restauradores da barreira, nutritivos, entre outros", acrescenta a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.


Os melhores tratamentos são feitos de maneira personalizada e as fórmulas podem ser desenvolvidas em farmácias de manipulação de confiança, como a Magistral, que conta com mais de 40 anos de mercado em Curitiba.


Ácido Ascórbico — é a famosa Vitamina C. "O Ácido L-Ascórbico é um poderoso antioxidante, cuja aplicação tópica permite alcançar níveis que não seriam possíveis com a ingestão de frutas ou de suplementação oral de vitamina C", explica a dermatologista Claudia Marçal. Além disso, é responsável por frear a ação dos radicais livres, estimular a formação de colágeno e ajudar a proteger a pele dos efeitos do sol, na medida em que uniformiza o tom de pele e melhora sua textura. "Também é importante para diminuir as rugas e apresenta atividade imunoprotetora e clareadora", explica a dermatologista.

Ácido Ferúlico — encontrado nas folhas e sementes de muitas plantas, especialmente farelo de milho e arroz, suaviza rugas e linhas de expressão. “Esse ácido fornece hidrogênio para a neutralização dos radicais livres, compostos estes relacionados com o envelhecimento das células, portanto é um potente antioxidante", comenta Claudia. "É usado junto com a Vitamina C, o Ácido Ascórbico, para tratamento do envelhecimento e manchas", acrescenta Jardis Volpe.

Ácido Glicólico — é o menor alfahidroxiácido, derivado da cana de açúcar e de vegetais doces. "O ácido penetra bem na camada córnea. Ele tem ação hidratante até 4% e acima disso atua como esfoliante, renovando as células", explica Volpe. "Ele quebra e diminui a adesão entre os corneócitos, que são as células da primeira camada e que mantêm a coesão e aderência do extrato córneo (camada de queratina) às suas células. Com essa quebra, ele abre pontes ou portas de entrada, para que haja penetrância de tudo o que está com ele. Também favorece o processo de renovação, sendo um estimulador da neocolagênese, principalmente colágeno do tipo 1 e do tipo 3", comenta a dermatologista Claudia Marçal. Dessa forma, o ácido tem indicação para rejuvenescimento, acne, cicatriz de acne e estrias. "O ácido glicólico torna a pele mais sensível, portanto, após seu uso, o ideal é não expor a pele ao sol sem a proteção adequada, ou isso pode causar forte irritação na pele com descamação, vermelhidão e até mesmo o surgimento de manchas e é contraindicado para gestante", alerta a dermatologista.

Ácido Kójico — considerado um clareador importante por ter uso permitido durante o verão e também na gestação. "Promove clareamento, tem ação sinérgica com outros clareadores e é um ácido que não causa irritabilidade nas concentrações ideais", destaca Claudia. A aplicação contínua deverá ser feita por até 6 meses. "É usado nos tratamentos de manchas e melasma", comenta Jardis Volpe. Como o ácido kójico é menos irritante, mais suave e não causa fotossensibilização no paciente, possibilita seu uso até mesmo durante o dia. "Mas mesmo não causando irritação, é sempre importante utilizar o protetor solar com FPS de pelo menos 30 e reaplicá-lo de duas em duas horas", acrescenta o especialista.

Ácido Salicílico — O ácido salicílico é um beta-hidroxiácido e tem uma ação importante no controle da acne, principalmente da acne que forma pequenos microcistos. "Pode ser usado também na dermatite seborreica - o que faz um controle muito bom quando aplicado na forma de cremes, shampoos e na forma de loções. Pode ser utilizado em sabonetes ou loções adstringentes, para remoção das impurezas e para controle do extrato córneo, que é a espessura da pele e para fazer uma higienização mais profunda. E também para ter uma ação comedolítica, que é na verdade a abertura ou a ruptura dos cravos, para a saída das lesões da face", afirma Claudia. O dermatologista Jardis Volpe acrescenta que sua ação antiacne se dá pela alta penetração na glândula sebácea. "É também um regulador da oleosidade", acrescenta. Como o ácido salicílico afina a pele, torna-a mais suscetível aos danos causados pela radiação ultravioleta. "Por isso, recomenda-se usar protetor solar de no mínimo 30 (e maior de acordo com o fototipo do paciente) e evitar exposição ao sol", finaliza.

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